quinta-feira, 4 de julho de 2013

Águas de Cambres



ÁGUAS DE CAMBRES

Informações retiradas do site http://www.aguas.ics.ul.pt/index.htm

"Indicações
Aparelho digestivo / usada como água de mesa.
Tratamentos/ caracterização de utentes
Ingestão. Esta água foi comercializada até ao início da década de 1980.

Instalações/ património construído e ambiental
Existem quatro nascentes: Caldeirão 1 e 2, a Fonte e as Fontainhas. Na última fase de laboração só se trabalhava com uma nascente e com um furo artesiano, que era o principal fornecedor de água para a fábrica de engarrafamento. Este furo localiza-se por de trás da oficina e é protegido por uma construção sólida em cimento com 1,5x1,5 m.

A fábrica de engarrafamento é uma construção dos anos 1960, com uma área de cerca de 200 m2. A entrada dá directamente para o armazém, com um pequeno escritório de administração do lado esquerdo. Ao fundo deste armazém ficava o local de engarrafamento com três tanques e dois sistemas de canalizações (vermelha e branca) que se juntam na torneira comum de engarrafar, correspondendo a águas das duas nascentes diferentes.

Numa terceira sala ao lado direito encontra-se uma máquina mais recente para encher garrafões, uma outra para enrolhar e uma terceira para lavagem do vasilhame.

Todo o material está obsoleto e demonstra um processo de engarrafamento bastante artesanal e pouco higiénico para os padrões actuais, possível razão porque se encontra inactivo. Curiosamente toda a oficina ainda tem energia eléctrica, apesar de não funcionar há cerca de 20 anos.

A área de protecção abrange toda a colina por de trás da oficina, que formava um parque de lazer onde predominam os cedros e pinheiros, mas onde as acácias vão ocupando toda a superfície livre.

Natureza
Hipossalina cloretada sódica (Acciaiuoli)
Bicarbonatada e cloretada sódica (Calado 1995)

Alvará de concessão
1926 - 5 de Novembro, alvará de concessão
1935 - 22 de Agosto, alvará de transmissão a favor da Sociedade das Águas de Cambres, Lda., com área reservada de 117 hectares.
1941 – 19 de Agosto, alvará de transmissão a favor de Francisco Perfeito de Magalhães Menezes (a folha do IGM diz ser o primeiro alvará). Alvará  de 1968, passado a D. Maria Helena Brazão Vilas Boas. Com actividade suspensa.

Historial
Há relatos da existência de uma albergaria medieval, construída junto da nascente. Aqui passava uma das vias utilizadas para romagem a Santiago de Compostela.
Andrade (1925) descreve a geologia do terreno: “A mancha cambriana que segue de Espanha por Balça d’Alva até um pouco a Oeste de Mesão Frio, cobre toda a região da Régua e também o local onde existem as nascentes”, e refere uma quinta nascente, “do Cedro Grande, mais perto da Casa da Corredoura e junto a um cedro grande, donde lhe provem o nome, aparece no contacto dos xistos cambrianos com as aplites”.
Acciaiuoli noticia no seu relatório anual de 1942 que “está nos tribunais pendente uma acção judicial”, e assinala em 1944 que “não se chegaram a executar as obras de captagem, tais como Freire de Andrade projectou, por várias vicissitudes passou esta concessão e, devido a elas, a sua exploração tem sido deficiente”.

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